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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Baioneta M968 - “Mosquefal”


Com a chegada do FN FAL M964 calibre 7,62mm ao Brasil, o Mosquetão .30 M949, em uso, vai sendo paulatinamente substituído. Em 1967, com a finalidade de padronizar o calibre utilizado no Exército Brasileiro e reduzir custos, a Indústria de Material Bélico (IMBel) Fábrica de Itajubá, Minas Gerais, começa a modificação de 10.000 rifles, adequando as armas ao novo calibre, reduzindo seu peso e o comprimento do cano. O rifle recebe a denominação de Mosquetão 7,62 M968, utilizando agora o cartucho NATO 7,62 x 51mm, e passa a ser conhecido pelas tropas como “MOSQUEFAL” - junção de mosquetão e FAL, congregando assim o sistema de carregamento bolt-action do rifle e os acessórios do fuzil de assalto.


A baioneta, entre as mais curtas do mundo, tem uma lâmina de 6 ½ polegadas e o comprimento total de 11 ¾ polegadas, e a mosca, ou vazado, acompanhando todo o desbaste (da ponta ao ricasso). A crença popular diz que a finalidade da mosca é provocar hemorragia interna mas, neste caso, serve para diminuir o peso da baioneta.


O punho composto de duas talas em madeira de lei, fixadas com parafusos e contra-porcas embutidos. O guarda-mão apresenta a marcação da numeração da arma e o encaixe para o cano. A bainha original, com o protetor da lâmina em fibra e o suporte em lona, foi sendo substituído nas unidades do exército pela versão mais curta, com o grampo de fixação no cinto preso diretamente na bainha protetora da lâmina.


Essas duas preciosidades estão muito bem conservadas e o desgaste pelo manuseio é muito pequeno.

domingo, 8 de junho de 2014

Faca IA2 IMBel


A Faca de Campanha IA2 tem origem na faca-baioneta que foi desenvolvida pela Indústria de Material Bélico (IMBel) para o fuzil brasileiro IA2 e projetada para atender às severas condições do uso militar. Os requisitos operacionais foram obtidos nas pesquisas feitas junto aos usuários finais das unidades de operações especiais, da para-quedistas e de infantaria de selva. O design obedeceu as linhas dos fuzis IA2, com traços mais retos, com as mesmas cores das novas armas e com cuidadosa ergonomia.


A lâmina construída em aço carbono AISI 1070 laminado, que conjuga resistência a flexão/torção e facilidade de recuperação do corte, tem 178mm de comprimento e o comprimento total da faca é de 296mm. O pomo do punho, em formato de bico de águia, além de ajudar a reter a faca na mão do soldado, permite o uso para martelagem. O punho, fabricado em poliamida, foi projetado para resistir ao ressecamento e tem alta resistência a impactos ou abrasão.


A bainha caracteriza a faca IA2 como instrumento de trabalho em campanha. É resistente à umidade, robusta, leve e possui características fundamentais para conservar a faca de campanha: uma forte mola interna reduz os ruídos nos deslocamento e sua estrutura permite que a água escorra pelo orifício do cadarço. Os cadarços são os mesmos usados em pára-quedas.


Esta faca-baioneta foi adquirida em 2011 diretamente da IMBel (www.imbel.gov.br), através do seu endereço eletrônico e vem me acompanhando nas formaturas e solenidades do 33º Batalhão de Infantaria Mecanizado.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mk2 IMBel


A indústria bélica brasileira teve seu início no Rio de Janeiro, com a criação da Casa do Trem, em 1762, para conservação e pequenos reparos no armamento das tropas do Vice-Reinado. Em 1808, foi fundada a Fábrica de Pólvora da Lagoa Rodrigo de Freitas, sendo transferida para Magé em 1826, com a denominação de Real Fábrica de Pólvora da Estrela. A partir de 1939 passa a ter a denominação de Fábrica da Estrela, até a criação da Indústria de Material Bélico (IMBel) em 1975. Sua principal unidade de produção de cutelaria é a Fábrica de Itajubá (FI), em Minas Gerais.


Nos anos 80, a faca de trincheira Mk2 IMBel, foi desenvolvida para atender ao Exército Brasileiro, a partir da faca MK2 norte-americana.


Com uma lâmina em aço de 185mm, forjada e tratada termicamente, apresenta a logomarca da fábrica no ricasso e tem o cabo moldado em couro prensado. O comprimento total da faca Mk2 é de 320mm e com a bainha de fibra ganha 10mm no comprimento do conjunto.


Em uso atualmente em algumas Unidades do Exército Brasileiro, ao lado da faca de trincheira M3, esta peça foi adquirida diretamente da IMBel, em uma compra coletiva em 2007, e eu a utilizava nos meus serviços de escala e formaturas no 33º Batalhão de Infantaria Motorizado.